• melody erlea

amy amy amy



um dia qualquer, lá pro fim de 2007, eu liguei a tv na mtv e tava passando um show. foi a primeira vez que vi amy winehouse, em seu mas clássico look: a calça de cintura baixíssima típica dos anos 2000, regata branca, as sapatilhas de balé gandolfi, seu mais amado par de sapatos. no pescoço, a banana de warhol pendurada. na segunda parte do show ela troca o figurino, pra outra estética que virou símbolo de uma era: vestido 50s/60s inspired, sapatos stilettos altíssimos, a corrente dourada com a granada em forma de coração.


desse dia se desenrolaram meses, anos, de obsessão, de pesquisar e decorar todas as músicas, todos os lado b, de passar horas vendo vídeos no youtube, de comprar cd, vinil, socorro, o furacão amy, tenho certeza que muitos de vocês também sentiram.



lembro de me identificar não só com a música mas com o background judeu dela, com o nariz grande e o cabelo preto e doido. lembro da sarah silverman, outra judia do nariz grande e cabelo preto, falando dela numa premiação. amy virou trilha sonora e messias da minha vida, de amizades, namoros, confissões bêbadas na madrugada. quantas vezes eu não saí sozinha de um bar, de uma balada, de um date, de um aniversário, de um término cantarolando as letras dela pra mim mesma e pensando "essa mulher sabe o que tá falando".



ontem se completaram 11 anos sem amy winehouse, e de todas as imagens sensacionalistas exploradas pela mídia antes e depois de sua morte, amy ficou gravada na minha memória do jeitinho da foto na capa desse post. essa aí é minha foto preferida dela, da época do frank, quando ela tava saudável e linda e, gente, olha esse cabelo! e na minha cabeça a amy vai ser pra sempre assim: bolando um baseado, cabelos negros e soltos, com com esse delineador que a gente não precisa nem ver o resto da cara pra saber quem é.


e, né, tears dry on their own, mesmo as lágrimas que derramamos por ela.

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