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  • Foto do escritormelody erlea

despida de excessos


abrindo esse post com um open bar de costas pra ver se ao lembrar que eu sou gostosa meu cérebro cria um pouco de serotonina pra esse pequeno corpinho conseguir sobreviver ao fim de domingo.


os visus da galeria tão em ordem de preferidos: começando com os de diversão, e seguidos dos de trabalho.


tenho há alguns meses pensado meu estilo da semana, pra ir trampar, de um jeito mais simples - um básico com borogodó que me deixe confortável, me permita me vestir rápido e ainda assim expresse ✨meu cinismo e amargura✨ que vocês conhecem tão bem 😅


eu tive um pós-pandemia de querer extrapolar nas roupas, e agora acho que pouco a pouco retorno a um equilíbrio (e cada vez mais próxima de mim mesma no meu vestir, cada vez menos sujeita aos ruídos que interferem nos meus próprios desejos, cada vez mais distante de me deixar influenciar por internet, blogueiras, streetstyle e pinterest e cada vez mais mergulhada nas minhas próprias referências).



também tenho expressado no vestir a vontade de me afastar de termos, palavras, rótulos e categorias nos quais fui sendo colocada durante os 6 anos desse blog - já fui a menina que só usa cor e mix de estampa, a maximalista, a das sobreposições doidas, a que mistura tudo e mais um pouco, a exagerada, a dos looks mega divertidos.


e não me sinto nada disso. tô saturada dos exageros, das cores, dos volumes. tô longe de ser, visualmente, básica - mas tenho apostado no cru, no poder de itens únicos, na repetição de detalhes (minha corrente rebelde, os anéis vintage da minha vó que, vocês sabem, eu uso todo dia) que passam a ser componentes essenciais do meu vestir.


tenho preferido preto a cores (e mesmo as cores só tem feito sentido pra mim ao lado de preto), e encontrei em coisas como assimetria, decotes ousados e modelagens diferentes uma solução interessante: causam impacto no look, sem precisar de artimanhas, camadas, truques, esforço.


não estar comprando roupa esse ano tem me ajudado - quando a gente é forçado a encarar as próprias roupas, a clareza do que tem que ficar e ir embora é mais alcançável. o resultado é que tô tirando pilhas e pilhas de roupa do armário, tentando visualizar o que ali sou EU, e o que é ruído, excesso, passado. e, meudeus, como tem excesso.

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