• melody erlea

doom generation: um filme heterossexual (só que não)



UM FILME HETEROSSEXUAL dizem os primeiros segundos dos créditos de abertura de doom generation, fillme de 1995, e eu honestamente nem me surpreendi: eu tava esperando um daqueles filmes estéticamente violentos dos anos 90, uma vibe tarantinesca distópica, uma coisa pulp fiction misturado com clube da luta, com um casal perturbadamente tesudo a la assassinos por natureza.⠀

e meio que é tudo isso, mas meio que, ao mesmo tempo, não é????? taí um filme que me entreteu e bugou meu cérebro ao mesmo tempo. primeiramente porque - HÁ, eu caí na pegadinha - esse definitivamente NÃO é um filme heterossexual. pelo menos não 100%.⠀


doom generation acompanha o casal amy e james, que conhecem por acaso o jovem xavier, que de maneira completamente absurda os coloca numa série de eNcReNcAs que envolvem pessoas comuns com espingardas DO NADA, cabeças voando, sangue esguichando e o misterioso fato de que em toda loja de coveniência que eles param, não importa o que comprem, o preço é sempre $6,66.⠀

o filme se encaminha na base do non-sense, da violência caricata e do erotismo - porque se o filme não é completamente heterossexual ele consegue ser ex-tre-ma-men-te erótico em meio a tanto sangue e personagens sem pé nem cabeça.⠀


eu honestamente fiquei o filme todo esperando alguma solução do tipo EXistenZ, (filme do cronenberg), em que de repente a gente descobria que era tudo um jogo futurista muito doido, mas não: terminei o filme erotizada e confusa, e curiosamente excitada com a vida e suas possibilidades. coisas que um pouco de gore e um pouco de sensualidade cinematográfica fazem com a gente.⠀



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