• melody erlea

uma ode ao isqueiro bic (e às gêmeas olsen)

(esse post não foi pago pela bic, nem pelas olsen)

cês lembram em 2013, quando miley cyrus subiu no palco do vma com um biquini nude se esfregando no robin thicke e, se eu me lembro corretamente, num urso de pelúcia gigante? que fase. no ema ela também causou, abrindo sua bolsa chanel e tirando de dentro um baseado que ela acendeu ali no palco mesmo, enquanto segurava seu prêmio de melhor clipe do ano. cês lembram?


pois cês acreditam que eu achei um artigo de um cara num site de uma rádio americana que oferecia 5 alternativas de isqueiro mais apropriadas pruma celebridade de sucesso do que o bic verde que ela usou?

juro procês que até patrulha do isqueiro das celebridades existe, e não vou nem entrar no mérito de que as opções que ele dava eram péssimas (um zippo do batman estava entre as alternativas, junto com um isqueiro em formato de revólverzinho e outras breguices). agora cê querer cagar regra em como a popstar vai chocar sua audiência acendendo um cigarro é de morrer, viu.

o isqueiro bic é onipresente: tá lá acendendo a vela do bolo na festa de criança, acende a boca do fogão quando necessário, ajuda a começar churrasco... sem contar que o bic, gente, é a melhor combinação de praticidade e design. ele cabe em qualquer lugar, é barato (afinal todo mundo sabe que em qualquer festinha ou encontro no boteco os isqueiros passam de mão em mão sem destino certo, e a gente sempre acaba o rolê com um diferente do que trouxe) e a gente ainda tem uma variada cartela de cores pra escolher a que mais combina com nosso estado de espírito no momento (ou combinar com nossa cartela de cores pessoal, as consultora de estilo pira). pohan, taí um produto de sucesso.

é claro que as celebridades fumantes mais preciosas do universo - as lendárias gêmas olsen - usam mundanos e comuns bics, como deus quis que fosse. elas levam seus bics das festanças aos intervalos do trampo, acho chique. mas ser chique é praticamente a função delas no mundo. o cigarro ajuda: deixa duas moças pequenas, magrinhas e loirinhas mais adultas, maduras, com jeito de quem trabalha muito.


de celebridades mirim a estilistas de alta moda, as gêmeas olsen tem trabalhado já há uns bons anos no desaparecimento total de suas personas atriz-mirim e na construção da nova persona fashion misteriosa low profile, aquela que é lenda pela raridade com que é alcançada pelos dedos maliciosos da mídia.


é dificílimo encontrar os filmes delas por aí - não existem em sites de streaming e já não eram fáceis de encontrar em dvd quando dvd ainda era a grande preferência das salas de estar pra consumir filme em casa. imagino que pra liberarem full house pro netflix deve ter sido aqueeeele flerte ($$$$), sabe-se lá quantos milhõezinhos elas exigiram como compensação pra expôr esse passado negro disponível a qualquer momento em um clique em qualquer residência com internet e um gadget eletrônico.

isso aí é o extreme make over da marca pessoal. passa um grande apagador no que já foi e começa do zero, do jeito que a gente decidir. acho de uma coragem espantosa (ah, mas elas são ricas, elas podem arriscar. sim, dinheiro faz o pulo ser bem menos perigoso, mas quando você tá tão assim à mercê do público, há tanto tempo se expondo na mídia e pagando suas contas com aquela marca que nasceu e cresceu com você, mudar e escolher sumir da mídia também pede coragem e planejamento)

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eu pago um pau pras olsen, pra marca delas @therow, pra inteligência quanto ao gerenciamento de sua imagem e de suas finanças e a usar o privilégio e a grana dos anos de sucesso na tv pra se investirem por completo num projeto extremamente bem pensado e bem executado. tipo, já que é pra mudar a gente vai mostrar que é foda, boa bagarai, boa de um jeito jamais imaginado de ex-atrizes mirins. gêmeas olsen e sua marca @therow só se comparam à fenty da rihanna, é esse o nível.


é claro que, como ex-atrizes milionárias e atuais designers de moda, roupa é parte essencial do dia-a-dia das gêmeas. eu não consigo nem imaginar o tamanho do guarda-roupa das irmãs olsen, mas sei que pelo menos elas usam suas peças até dizer chega.

em 2006-2007, uma das épocas em que fui mais obcecada pela mary-kate (minha gêmea preferida, mas é o equilíbrio da vibe ashley com a vibe mk que realmente dá aquela atmosfera que a gente ama) ela tava usando todo dia uma bota de plataforma do @samedelman que eu daria uma orelha pra ter. era uma fase de uma estética meio wicca-bohemian da mk que eu amava e queria a todo custo copiar.


outra fase que me hipnotizava foi quando ela tava na facool, mais ou menos 2004-2005 e usava um moletonzinho verde bebê altas vezes, nos visus mais mendiga-chic possíveis, dos que só dá pra usar se você é uma ex-atriz mirim que vale milhões e milhões de dólares.

reparem que ela também tava repetindo bastante essa bota de cowboy e a jaqueta de couro vinho <3


ainda na fase bruxa-hippie - a das botas de plataforma - ela apareceu alguma vezes com um moletom vermelho que, pô, a princípio você não dá nada, mas que pode salvar um visu. esse mesmo moletom reapareceu recentemente, triunfante em meio a um armário praticamente infinito, diretamente de 2006 pra 2019, do início da grife delas, @therow, aos cigarette-breaks nas calçadas novaiorquinas de seus atuais escritórios.


queria eu daqui 13 anos usar um mesmo moletom de agora e poder me ver com tanto sucesso, ainda que com as mesmas roupas. pohan, taí um objetivo.


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