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  • Foto do escritormelody erlea

saudades do futuro que os anos 90 me prometeram


quando eu era criança e adolescente eu me enxergava num futuro em que eu trabalharia numa loja de discos e cds com um chefe ranzinza e vários colegas de trabalho jovens, cool e inconsequentes com gosto musical trabalhadíssimo.


grande parte dessa minha visão de futuro veio das quase infinitas vezes em que assisti alta fidelidade, mas outra grande parte veio do filme empire records (sexo, rock e confusão em português) - que era levemente pior porque além de eu me imaginar no futuro trabalhando numa loja de discos descolada, eu também me imaginava no futuro com a cara da liv tyler.

cresci pra viver na era do spotify e definitivamente continuei com a minha velha cara de sempre - que pode não ser a cara da liv tyler mas não tá assim de todo mal.


empire records é um filme sobre uma loja de discos pequena e independente que tá sendo ameaçada por uma grande cadeia do tipo saraiva mega store, sabe? todo mundo que trabalha e frequenta a loja sabe que a cultura daquele lugar não pode morrer e bolam um mega evento pra arrecadar grana e fazer um monte de gente aparecer pra defender a existência daquele singelo estabelecimento de misfits e excluídos.


soubessem eles que viriam mp3, youtube, soulseek, itunes pra destruir a cultura geral dos discos inclusive pras grandes cadeias de lojas quem sabe não teriam focado a energia em algo mais promissor, tipo fabricar e vender narguilés eletrônicos.

de qualquer jeito, o filme é uma preciosidade com trilha sonora massa demais, figurinos noventinha bem invejáveis pras meninas de instagram e: a participação de gwar numa cena magnífica em que um dos personagens tá tão chapado mas tão chapado que é transportado pra dentro do clipe do gwar pra curtir com eles na tv (parece o roteiro daquele filme da angélica mas não é).

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